REINTEGRAÇÃO JÁ.

                     

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ex-PMs de Mossoró tentam se reintegrar à corporação

         Reportagem Correio da TardePublicado no Dia 20/12/2011 - Raul Pereira 
Ex-PMs de Mossoró tentam se reintegrar à corporação após exclusão ou pedido de baixa nos anos 80
            Diante do efetivo policial insuficiente que permeia o quadro da segurança pública em Mossoró, cerca de 60 ex-policiais militares tentam se reintegrar à corporação. Os ex-PMs alegam ter sido excluídos de forma arbitrária ou que tiveram de pedir baixa por problemas internos, como perseguição. A Associação de Praças de Mossoró e Região (APRAM) diz que acompanha todos os casos. 

Segundo Raimundo Silva, um dos organizadores do movimento que luta pela reintegração dos ex-policiais militares à corporação, cerca de 60 ex-PMs de Mossoró alegam ter sido excluídos de forma arbitrária ou pediram baixa devido à perseguições ou a algum tipo de problema interno. Relatos dão conta do caso do próprio Raimundo Silva, que entrou na corporação em 1984 e pediu baixa em 1994 por, segundo ele, não suportar o assédio moral, péssimos salários e más condições de trabalho. 

De acordo com os integrantes do movimento, a mobilização mostra a força da categoria no RN. "O movimento mostra que temos razão, que tínhamos saído por motivo de perseguição, graças a um regulamento arcaico e arbitrário que ainda rege a PM/RN, criado nos porões da ditadura militar e que fere os direitos constitucionais", disse um dos ex-PMs, ressaltando que as exclusões se deram, entre as décadas de 80 e 90, de forma ilegal e arbitrária, onde os policiais não tiveram nem direito à defesa. "Temos relatos de policiais que entraram para o mundo do crime e que até se suicidaram diante das exclusões", acrescentou um integrante do movimento. 

O movimento tenta mobilizar a classe política para consolidar uma iniciativa relacionada à criação de um projeto de lei para anistiar e reintegrar tais policiais à corporação. Os integrantes do movimento produziram um documento que foi encaminhado para as autoridades responsáveis. A APRAM diz que averigua cada situação específica e dá suporte jurídico nos casos que couber. 

"Ouvimos relatos incríveis de homens que afirmam terem sofrido tortura psicológica e presenciado até mesmo agressões físicas contra policiais dentro dos quartéis nas décadas de 80, principalmente", disse o soldado Jadson, presidente da APRAM, em postagem no site da Associação. "Nossa entidade vai dar total apoio a esses homens e, com a iniciativa de Raimundo Silva, temos fé que muitas injustiças sejam desfeita", desabafou e finalizou Jadson.

              Diante do exposto acima, Eu como uma das vítimas dos desmandos de oficiais que se achavam donos da Polícia, oficiais esses que hoje estão recebendo as providencias divinas, alguns perderam as famílias outros as mobilidades e está em cadeira de rodas, para resumi, não conheço UM dos tais que esteja bem, físico e moral. A justiça sempre tarda, tarda mais já esta na hora de chegar.
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