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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Réu da Operação Hígia é executado dentro de escritório

Multidão acompanhou retirada do corpo de Anderson Miguel por funcionários do Itep  Anderson Miguel foi assassinado dentro do escritório
Advogado foi assassinado em escritório na Miguel Castro  Policiais cercaram escritório onde advogado foi assassinado
O advogado Anderson Miguel, réu no processo que investiga supostas fraudes na secretaria de Saúde do Estado durante a gestão de Wilma de Faria, foi morto no fim da tarde desta quarta-feira (1º). A Polícia Militar confirmou que foi uma execução e Anderson Miguel foi encontrado morto. De acordo com informações do local, um homem chegou ao escritório e se apresentou como cliente. Ele entrou na sala de Anderson Miguel e rapidamente efetuou quatro ou cinco disparos, atingindo a cabeça do advogado. Logo após os disparos, ele correu para fora do escritório e entrou em um carro Fiat Siena branco, guiado por um comparsa, e seguiu em direção à zona Oeste da cidade. A Polícia Militar disse que houve, pouco tempo após o assassinato, um roubo de um carro tipo Ecosport, no bairro Planalto, que pode ter sido utilizado para a fuga dos bandidos. Quando o Samu chegou ao local, ainda houve tentativas de reanimar o advogado, mas ele sequer chegou a ser levado para o hospital porque morreu ainda dentro do escritório. O circuito interno de vigilância do escritório flagrou o assassino, mas as câmeras fazem apenas a reprodução imediata, não havendo gravação. A Polícia vai buscar imagens de circuitos internos de locais próximos ao escritório.

Histórico
O empresário Anderson Miguel foi um dos 15 réus na Operação Hígia, que investiga fraudes na contratação de serviços superfaturados pela Secretaria da Saúde do Rio Grande do Norte e repasse indevido aos operadores do esquema fraudulento. Ele era o responsável pela empresa AIG, que prestava serviços de limpeza à Sesap e é investigada por supostas irregularidades nos contratos. Durante depoimento em novembro do ano passado, Anderson Miguel deu detalhes sobre o esquema, confirmou o pagamento de e apontou o advogado Lauro Maia, filho da ex-governadora Wilma de Faria, como um dos principais beneficiados do esquema. Segundo ele, o pagamento da propina tinha como objetivo impedir que o Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, atrasasse o repasse da verba à empresa. No entanto, ele teve sério desentendimento com sua ex-mulher, Jane Alves, também ré na investigação. Em 17 de dezembro, Jane Alves acusou o ex-marido de ter mentido em juízo e também de tentar impedir o segundo interrogatório da ex-mulher, com o auxílio inclusive de um juiz estadual, cujo nome não foi revelado. Antes de ter chegado à Justiça Federal para depor, Jane Alves disse que foi impedida de buscar documentos no escritório pelo próprio Anderson Miguel, que teria feito ameaças à ex-mulher. A principal divergência dos dois nos depoimentos seria a respeito de superfaturamento nos contratos. Anderson Miguel declarou que as empresas dividiam o lucro e passavam parte para os integrantes do esquema, mas não superfaturavam os valores. Devido à denúncia da ré de que teria sido coagida, o juiz Mário Jambo determinou a proibição de qualquer acusado, advogado dos réus, ou representante desses, entrar em contato com Jane Alves sem autorização da Justiça.


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